sábado, 12 de setembro de 2020

Com caso confirmado, Saúde faz bloqueio vacinal contra raiva no Noroeste do Paraná

Depois da confirmação da morte de um cachorro por raiva silvestre (transmitida por morcego), no município de Pérola, no Noroeste do Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde enviou emergencialmente para a 12ª Regional de Umuarama doses da vacina antirrábica canina para bloqueio vacinal na área em que ocorreu o foco da doença.

O trabalho de bloqueio vacinal animal é feito com o direcionamento e supervisão da coordenação do Programa Estadual de Controle da Raiva em conjunto com as Regionais de Saúde e os municípios.

Quando ocorre a confirmação diagnóstica da raiva em cães e gatos, esse bloqueio vacinal deve ocorrer em um tempo oportuno de até 72 horas para evitar a possível transmissão do vírus para outros animais.

“O Paraná está há 15 anos sem registro de casos da raiva canina. Diante a situação epidemiológica do Estado, as normas internacionais não indicam campanha de vacinação contra raiva, mas sim o bloqueio vacinal na área afetada o mais rápido possível”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto. “Após a confirmação laboratorial no município de Pérola, esta medida foi prontamente tomada de forma rápida e ágil pela Secretaria”, acrescentou.

Além de definir o raio da localidade que teve o animal positivado com a doença e fazer o bloqueio vacinal, o trabalho da vigilância também é de orientação para a população. “Faremos o bloqueio vacinal em um raio de 5 km da origem onde o animal estava, nessa região todos os cães e gatos serão vacinados e é muito importante que os tutores de animais domésticos mantenham a vacinação contra a raiva em dia”, alerta a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Raiva, Tatiane Cristina Brites Dombroski.

TRANSMISSÃO – A raiva é uma doença infecciosa causada por um vírus que afeta o sistema nervoso. A transmissão da raiva ocorre através da saliva de um mamífero infectado, sobretudo através da mordedura de animais.

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