segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Padre celebridade é investigado por desvio de R$ 130 milhões em doações

O Ministério Público de Goiás investiga o envolvimento do Padre Robson de Oliveira Pereira em crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, apropriação indébita, falsificação de documentos e sonegação fiscal. A investigação levou ao afastamento do religioso da presidência da Associação Pai Eternos e Perpétuo Socorro (Afipe), ligada à Basílica do Divino Pai Eterno, na cidade goiana Trindade.

Popular entre seguidores da Igreja Católica, o padre tem 3,9 milhões de seguidores somente no Facebook. O MP investiga o desvio de pelo menos R$ 120 milhões de doações de fiéis que teriam sido usados, segundo a denúncia, para aquisição de imóveis, entre os quais uma fazenda de R$ 6 milhões na cidade goiana de Abadiânia, e de uma casa de praia, no valor de R$ 3 milhões, em Guarajuba, na Bahia.

O afastamento do padre Robson foi comunicado, em nota, pela Arquidiocese de Goiânia. Na nota, assinada pelo arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, a arquidiocese informa que a associação irá contratar uma "empresa idônea de auditoria externa, no sentido de ser realizada ampla e profunda apuração de documentos e dados relativos à Afipe".

Segundo o advogado Pedro Paulo Medeiros, que representa padre Robson, o afastamento se deu para que ele possa se dedicar aos esclarecimentos ao MP, uma vez que trabalha em tempo integral na Afipe e na Basílica de Trindade, da qual é reitor.

Em um vídeo, padre Robson diz que vai continuar rezando as novenas e terças. Essas orações são transmitidas diariamente pela TV Pai Eterno e acompanhadas por fiéis do País inteiro.

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