terça-feira, 25 de agosto de 2020

Mortes em confrontos com PMs aumentam 16% no primeiro semestre de 2020 no Paraná, diz Gaeco

O número de mortes em situações de confronto com policiais militares no Paraná aumentou 16% no primeiro semestre de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo um levantamento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O grupo, que faz parte do Ministério Público do Paraná (MP-PR), divulgou os dados nesta segunda-feira (24).

Segundo o relatório, 183 pessoas morreram em confronto com PMs no estado, entre janeiro e junho de 2020. No primeiro semestre de 2019, foram 157 mortes nesta situação.

Além das situações de confronto com policiais militares, o Gaeco informou que também houve uma morte em confronto com guardas municipais, no primeiro semestre deste ano.

De acordo com o relatório, nenhuma morte em confronto no período envolveu troca de tiros com policiais civis. Nos primeiros seis meses do ano anterior, foram quatro mortes.

Considerando o total entre situações envolvendo PMs e guardas, foram 184 mortes no primeiro semestre deste ano, o que representa aumento de 13,5%, se comparado com os 162 óbitos no mesmo período, em 2019.

Segundo o levantamento, as cidades com maior número de mortes em confronto com PMs, no período deste ano, foram:

Curitiba - 48 mortes;
Londrina - 29 mortes;
São José dos Pinhais - 14 mortes;
Colombo - 7 mortes;
Prudentópolis - 7 mortes;
Foz do Iguaçu - 6 mortes.

Entre janeiro e junho de 2020, segundo o Gaeco, foram registradas mortes em situações de confronto em 48 cidades do estado. Veja a lista completa com os números de cada município.

A Polícia Militar (PM) informou que o compromisso da corporação "é sempre com a proteção da vida do cidadão e dos policiais militares envolvidos na ocorrência".

A Polícia Civil do Paraná destacou que "ostenta ótimas estatísticas com baixo número de mortes decorrentes de confronto policial". Veja, ao final da reportagem, as notas oficiais, na íntegra.

Investigação

Todos os casos de mortes em supostos confrontos envolvendo agentes de segurança pública são investigados pelo Ministério Público, que informou que também acompanha de perto o aumento nos casos.

Leonir Batisti, coordenador Gaeco, afirma que, segundo a PM, a pandemia fez com que os polícias chegarem mais rápido nas ocorrências, pela falta de trânsito, o que aumentou as situações em que as equipes chegam aos locais ainda com flagrantes, gerando confronto com os suspeitos.

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