segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Maior operação policial prende 15 pessoas; 11 são suspeitas de participar de homicídio

A maior operação policial do ano em Francisco Beltrão, cumpriu 19 mandados de buscas e apreensão domiciliar e 13 de prisão. A Operação Paspi foi colocada como a maior ação do ano no município pelo delegado-chefe da 19ª Subdivisão Policial, Ricardo de Moraes, em entrevista ao programa Plantão Policial 2ª Edição, da Rádio Educadora.

A operação aconteceu na manhã de ontem e envolveu as polícias Civil e Militar, cães e um helicóptero. A ação faz parte da investigação do homicídio de Lucas da Rosa Brizola, 19 anos, ocorrido na noite de 11 de abril 2020, na Rua Beija-Flor, no Bairro Padre Ulrico, em Beltrão.

Na ocasião, ao menos oito indivíduos, pelo menos quatro deles armados e encapuzados, atentaram contra de Lucas. Depois dos tiros contra a residência, os oito homens fugiram e Lucas acabou falecendo. Apesar de as investigações indicarem ser Lucas o alvo dos tiros, outras cinco pessoas foram baleadas, inclusive uma criança de 11 anos e um adolescente de 13 anos

Acima da lei

Conforme nota da Polícia Civil, o crime demonstrou a crueldade e total sensação de que os supostos autores do homicídio estavam acima da lei, “que não se preocuparam em quem seria atingido, desde que a vida de Lucas fosse retirada, de modo que tal ação poderia ter um fim ainda mais trágico”.
A delegada Emanuele Baggio, da Delegacia da Mulher, e o aspirante Jonas Falcão, da Polícia Militar, explicaram, em entrevista coletiva à imprensa, detalhes da Operação Paspi. Apenas uma das pessoas abordadas — um menor de idade — reagiu à abordagem policial. Um policial entrou em luta corporal para apreender o adolescente, que foi encaminhado para a Delegacia de Polícia. Na ação, o policial acabou machucando um dedo.

Forma de retaliação

Conforme a delegada Emanuele, a princípio Lucas faria parte do grupo que lhe tirou a vida. Teria ocorrido um desentendimento entre ele e os integrantes da organização. Por isso, o homicídio teria sido uma forma de retaliação ao jovem.
O grupo estaria agindo na região do Bairro Padre Ulrico. Mas a delegada ressaltou que a forma como eles vinham agindo no bairro “não é objeto da investigação”. Os mandados de prisões e buscas foram cumpridos para esclarecer o homicídio e eventuais outros crimes. Os mandados judiciais são de prisões temporárias, com validade por 30 dias.

Mais quatro em flagrante

Dos 13 mandados de prisão, 11 foram cumpridos, todos no Bairro Padre Ulrico. Três pessoas que têm mandados judiciais de prisão não foram encontradas pelos policiais e são consideradas foragidas. Outras quatro pessoas foram presas em flagrante, por relação com drogas e armas — não ligadas ao assassinato de Lucas.
Caberá à Justiça analisar por quanto tempo estes quatro presos ficarão no setor de carceragem. Agora, as 11 pessoas detidas no inquérito que apura o homicídio de Lucas serão ouvidas pela Polícia Civil.
Dra. Emanuele disse que o grande número de policiais mobilizados nesta operação foi necessário porque havia a possibilidade de resistência às ordens judiciais e por segurança dos policiais.
Todos os 15 presos, a droga (maconha, cocaína e crack) e as armas apreendidas foram encaminhados para a 19º Subdivisão Policial/Delegacia de Polícia.

Com informações da Polícia Civil.

Por que Operação Paspi?

A operação recebeu o nome de Paspi, que na mitologia tupi-guarani significa “arma do submundo”. Trata-se de uma arma feita para dar medo em seus inimigos. Uma arma mágica e que serviria para liberar a entrada do inferno para os que a possuem.

Resultados da operação
- seis armas
- aproximadamente dois quilos de maconha
- 13 pedras de crack
- pequena porção de cocaína
- 4 prisões em flagrante que não eram, inicialmente, alvos da operação
11 pessoas supostamente envolvidas no homicídio de jovem de 19 anos

Equipes envolvidas
30 policiais civis
68 policiais militares
Grupamento de Operações Aéreas da Polícia Civil
PM: Rotam, Rocam e RP (Rádio Patrulha) e cães

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