quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Justiça Eleitoral do Paraná enfrenta desafio inédito com pandemia

A Justiça Eleitoral enfrenta o desafio inédito de organizar a disputa por prefeituras e câmaras municipais em meio a uma pandemia que já matou mais de 100 mil brasileiros. Com a experiência de quem acompanha de perto o processo eleitoral desde 1989, ou há mais de 30 anos, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR), desembargador Tito Campos de Paula, admite que o órgão vive uma situação totalmente nova, que obriga a instituição a se reinventar e se adaptar a uma realidade nunca vista no País.

E não se trata de um desafio pequeno, afinal, em meio à emergência sanitária, a eleição no Paraná envolve mais de 8 milhões de eleitores, 120 mil pessoas trabalhando no pleito como mesários e outras funções, e cerca de 30 mil candidatos a vereador e prefeito.

“Na verdade, nenhum de nós vivenciamos uma situação semelhante a essa”, reconhece o magistrado. “O TRE do Paraná historicamente quando terminava uma eleição, quinze dias depois marcava uma reunião chamada ‘prepara’ que reunia todos os servidores da Justiça Eleitoral paranaense, para discutir o que deu certo, o que teve uma falha para se corrigir. E foi feito essa reunião em novembro de 2018, logo após às últimas eleições. Ocorre que todo aquele preparo nosso, nesse ano surge a pandemia, e a gente teve que se readequar totalmente. Tudo é uma experiência nova”, relata ele.

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