domingo, 28 de junho de 2020

Vacina é apenas um dos esforços para volta à normalidade, diz secretário

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, afirmou neste sábado, 27, que a parceria voltada à produção de uma vacina de prevenção da covid-19 é apenas um dos esforços do governo federal para que o Brasil volte “à normalidade”. Há uma série de outras providências tomadas em conjunto, disse Franco, como estudos para o tratamento, manejo clínico e prevenção da doença.

“Então isso vai ser nossa volta à normalidade, inclusive com outros tratamentos profiláticos que estão sendo estudados”, afirmou durante coletiva em que a pasta anunciou acordo de cooperação com a Universidade de Oxford (Reino Unido) e o Laboratório AstraZeneca para produção em território nacional de vacina de prevenção à covid-19.

Foi o mesmo tom adotado pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto. Para ele, é necessário ter uma visão integral do contexto brasileiro para se discutir uma normalização, como dados de óbitos e comportamento do coronavírus nas diferentes regiões do País.

Segundo Angotti, já são 468 projetos de pesquisa voltados à covid-19 aprovados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), envolvendo tratamento, vacinação e estudos de histórico da enfermidade.

Cloroquina e hidroxicloroquina

Questionado sobre as recomendações relacionadas ao uso da cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento da doença, o secretário respondeu que no início da próxima semana o ministério irá apresentar “maiores informações”, assim como para a intubação orotraqueal.

Dexametasona

Angotti afirmou ainda que, numa próxima nota informativa da pasta, é possível que o ministério divulgue algo específico sobre a dexametasona, que apresentou resultados positivos na redução de mortalidade de casos graves de covid-19 em teste no Reino Unido.

“O tratamento com corticoterapia, que é isso que a dexametasona é, já é utilizado para síndromes inflamatórias agudas há muito tempo, desde a primeira nota informativa existe a recomendação de considerar a corticoterapia”, afirmou o secretário.

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