terça-feira, 9 de junho de 2020

Caso de febre amarela em Mangueirinha alerta autoridades sanitárias

A confirmação da morte de um macaco infectado com febre amarela de Mangueirinha deixou as autoridades em estado de alerta máximo no município. A confirmação veio do Laboratório Fiocruz, com diagnóstico positivo para um macaco, encontrado morto na comunidade de Fazenda Machado. 

A Secretaria Municipal de Saúde já adotou as medidas profiláticas para a comunidade residente na área.

A febre amarela silvestre é uma doença infecciosa febril aguda causada pelo vírus da febre amarela. Ela é transmitida por mosquitos do gênero Haemagogos a pessoas não vacinadas que adentram áreas rurais, matas, rios, parques, reservas ou localidades que já tem casos confirmados da doença.

A forma urbana da doença é quando ocorre transmissão da mesma pelo Aedes aegypti e não ocorre desde 1942. Os sintomas iniciais da febre amarela são febre alta de início súbito, associada a dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos, dor no corpo, dor abdominal: ou seja se confundem com outras doenças como leptospirose, gripe ou dengue.

A febre amarela pode ter evolução rápida, em cerca de 10% dos casos, para formas graves com icterícia (amarelão da pele), dor abdominal intensa, sangramentos em sistema digestivo (vômitos ou fezes com sangue), pele ou urina e falência renal. Por isso a importância de identificar a doença precocemente para realizar os cuidados médicos necessários.

A vacina está disponível nas unidades de saúde de todo Estado. Quem tem entre 9 meses de idade e 59 anos e nunca tomou uma dose deve se vacinar.

Reserva Indígena

O caso de Mangueirinha preocupa, principalmente porque em virtude da Reserva Indígena existente, a doença pode se tornar epidêmica, a partir da transmissão para humanos, considerando a existência de bandos de macacos na área de mata nativa da reserva. O caso será monitorado até que as autoridades de saúde tenham certeza de que nenhuma pessoa foi infectada.

Com JB 

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