segunda-feira, 20 de abril de 2020

Vereador acusado de matar empresário renuncia ao cargo, diz Câmara

O vereador de Ivaí, na região dos Campos Gerais do Paraná, Luisir Lobacz (MDB) renunciou ao cargo no fim da tarde de sexta-feira (17), de acordo com a Câmara. O pedido feito entregue pela defesa do vereador, que é acusado de matar um empresário a facadas, no fim de janeiro deste ano.

Segundo o Legislativo, ele estava afastado das funções e enfrentava um processo de cassação do mandato. O prazo para entrega das alegações finais era na sexta, quando houve o pedido de renúncia.

A Câmara informou que será realizada uma sessão extraordinária na quarta-feira (22), na qual o presidente da Casa dará ciência ao Plenário sobre o pedido.

A vaga dele deverá ser ocupada por Paulo Cezar de Carvalho (PTB), que será convocado para tomar posse assim que ocorrer a formalização da renúncia, conforme o Legislativo. Ele terá 15 dias para tomar posse.

O advogado de defesa do vereador acusado da morte do empresário afirmou que a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) por homicídio qualificado e receptação. A defesa deverá ser apresentada à Justiça nos próximos dias.

Segundo ele, embora haja um mandado de prisão preventiva expedido, Lobacz ainda não se apresentou e é considerado foragido. O advogado alegou um problema de saúde para o vereador não ter se apresentado.

Câmera registrou o crime

Familiares do empresário Everaldo Manfron disseram que o vereador e ele se desentenderam horas antes do crime, em 25 de janeiro. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o suspeito chega no supermercado e agride a vítima.

Os golpes de faca atingiram o tórax e os braços do empresário. Ele foi socorrido e levado para um hospital de Ivaí. Horas depois, a vítima foi transferida para Ponta Grossa em estado gravíssimo.

Manfron chegou a passar por uma cirurgia e levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil afirmou que o crime pode ter sido motivado por uma dívida antiga que o suspeito teria com o empresário ou por conta do barulho de um bar, onde estava o vereador no dia em que o crime aconteceu.

A defesa do vereador chegou a informar que Lobacz iria se apresentar à polícia, no entanto a ida foi cancelada.

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