terça-feira, 10 de setembro de 2019

Diretor pede por sexo e é gravado por adolescente de 17 anos: “Fazer gostoso e protegido”

Uma estudante de 17 anos divulgou, nas redes sociais, áudios que mostram a intimidade com que um diretor a tratava nas dependências de um colégio estadual do município de Itaperuçu, na região metropolitana de Curitiba. A adolescente afirma que gravou as conversas para comprovar que era vítima de assédio por parte do professor. Segundo ela, essa não foi a primeira vez que abordagens inapropriadas aconteceram entre os dois, e que após as denúncias, outras alunas também compartilharam histórias semelhantes.

A adolescente afirmou que tentou denunciar a outros professores do colégio, mas ninguém acreditou no seu relato. “Como ele sempre fez isso durante muito tempo, eu tinha medo de ‘abrir a boca’ e ninguém acreditar. Eu já não aguentava mais. Contei a muitos professores e eles não acreditaram. Então fui aconselhada por uma advogada a gravar as conversas”, contou à reportagem. “Eu precisei dar corda para que ele falasse”, disse a jovem.

Revoltada, a estudante pede que o professor seja punido. “Eu quero que a justiça seja feita e que ele pague pelo que fez, não só comigo. Espero que esse pesadelo acabe. Sinto muita vergonha desse caso”, lamentou. “Eu recebo mensagens o dia todo de apoio, recebo críticas, de gente me julgando, assim como meninas que contam que ele teria feito a mesma coisa com elas, mas que não tinham coragem de denunciar”, revelou a adolescente.

Em nota , a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte afirmou que “tanto a escola quanto o Núcleo Regional de Educação da Área Metropolitana Norte, que atende Itaperuçu, tomaram todas as providências cabíveis ao caso. O departamento jurídico da Seed foi acionado e será aberta sindicância a fim de apurar os fatos”.

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