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sábado, 10 de agosto de 2019

Congresso discute os desafios da cadeia da erva-mate no Paraná

O desafio da cadeia da erva-mate no Paraná é agregar valor ao produto e conquistar mais consumidores nos mercados interno e externo. Esse foi o principal tema do 3 º Congresso da Erva-Mate do Vale do Iguaçu, nesta quinta-feira (08), em Cruz Machado, no Sul do Estado.

Beneficiada pelo clima, solo, genética, otimização do uso de áreas e pelo plantio em áreas sombreadas, a erva-mate paranaense tem um apelo maior que a cultivada a céu aberto por ser menos amarga. Entre os produtos derivados da erva-mate está, por exemplo, a cerveja, que pode ser incorporada à já extensa variedade cervejeira alemã. A erva-mate é o principal produto florestal não madeireiro e seu cultivo é totalmente agroecológico. Por ser plantada na maior parte do Paraná em áreas sombreadas, não exige desmatamento e nem emite carbono. Além disso, possui forte impacto social, garantindo emprego e renda para ao menos 37 mil famílias no Paraná.

O Estado é o primeiro produtor de erva-mate do País, com 519 mil toneladas em cerca de 140 municípios, o que representa 54% da produção nacional. No Brasil, 96% do consumo é para chimarrão e 4% em chás e outros usos. O desafio lançado pelo secretário de agregar valor e ampliar o mercado deve-se também à pouca participação na grade de exportação brasileira, com apenas 10% da produção. Os 10 municípios que compõem a região do Vale do Iguaçu têm a maior produção do Estado, com 325 mil toneladas. É nessa região que está também a maior concentração de indústrias ervateiras ativas, com 49 das 110 paranaenses.

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