Um homem acusado de homicídio qualificado foi preso nesta segunda-feira (26) após mais de duas décadas foragido da Justiça. Paulo Donizeth Gimenes, conhecido como “Detão”, de 48 anos, era procurado desde 2005 pelo assassinato de Salmo Barbosa, ocorrido no município de Cantagalo, na região central do Paraná.
De acordo com o Ministério Público do Paraná, o crime foi motivado por vingança. Paulo acreditava que a vítima fosse responsável pela morte de seu cunhado, Jhony Fidêncio de Almeida, que se afogou em um rio. As investigações conduzidas à época, no entanto, concluíram que o afogamento foi acidental.
Mesmo diante da conclusão das autoridades, Paulo não teria aceitado a versão oficial.
Conforme a denúncia, na noite de 6 de janeiro de 2005, ele abordou Salmo Barbosa às margens da BR-277 e efetuou disparos pelas costas, atingindo a cabeça da vítima, que morreu no local.
Após o homicídio, o acusado fugiu e permaneceu foragido por 21 anos. Ele foi localizado no município de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, onde vivia utilizando identidade falsa.
Paulo Donizeth Gimenes responde por homicídio duplamente qualificado, classificado como crime hediondo. Com a prisão, o processo judicial, que estava suspenso desde 2005, será retomado pela Justiça.
CASO
"O cunhado de Paulo esteve com Salmo num rio da região e morreu afogado, segundo conclusão das investigações. [...] O réu ficou desconfiado de que algo mais tivesse acontecido no rio e teria matado a vítima para vingar a morte do cunhado. [...] Paulo não aceitava a versão apresentada por Salmo de que a morte teria sido acidental, acreditando que Salmo tivesse responsabilidade sobre o óbito", diz o MP-PR.
De acordo com a promotoria, na noite do dia 6 de janeiro de 2005, uma quinta-feira, Paulo cruzou com Salmo na margem da BR-277 e atirou na cabeça dele, pelas costas.
"Paulo virou de surpresa e, surpreendendo-o pelas costas, efetuou os disparos fatais na cabeça, sem que a vítima pudesse esboçar qualquer reação defensiva", destaca o MP-PR.
O homem foi denunciado e teve um mandado de prisão expedido ainda em 2005, mas como não foi encontrado, o processo judicial foi suspenso - e, por isso, o crime não prescreveu.
Agora que Paulo foi preso, o processo será retomado na Justiça.
Informações e foto: G1 e MP/PR