sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Setembro seco deixa Sanepar em alerta e não está descartado rodízio mais rigoroso ainda

A falta de chuvas no mês de setembro, onde até agora não caiu um pingo de água em Curitiba e região metropolitana, causa preocupação na Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Atualmente, as represas que abastecem as cidades da região estão com capacidade de 33% e, se elas chegarem a 25%, um rodízio ainda mais rigoroso pode acontecer, de acordo com a Sanepar.

Sobre a chuva, elas estão há um ano abaixo da média, com exceção ao mês de agosto de 2020, como explica o gerente de produção de Água da Sanepar, Fábio Basso. “Estamos há mais de um ano com chuvas abaixo da média, com exceção ao mês de agosto, quando até subiu um pouco o nível das barragens. Agora estamos com alguns dias sem chuva em setembro, o que nos deixa preocupados, sobretudo porque as previsões do Simepar apontam, na melhor das hipóteses, chuvas dentro da média nos próximos meses e precisamos de mais do que isso”, destacou.

Outro ponto que tem causado preocupação é o comportamento dos consumidores, que não estão de fato tomando as medidas necessárias para baixar o consumo. “Se a chuva não vem, precisamos fazer chover por meio da economia de água, por uma mudança de comportamento, até as chuvas voltarem, para evitar de entrar em um rodízio ainda mais severo. É preciso também o apoio da sociedade neste sentido. Precisamos de economia, porque tem gente comprando galões para guardar. Sem mudança de comportamento, a tendência é piorar”, salientou.

O que a Sanepar tenta evitar é um rodízio ainda mais rigoroso. “Nosso desejo é suspender o rodizio o mais rápido possível, mas não vai acontecer por milagre. Se os níveis continuarem caindo, teremos que entrar em um rodízio mais severo. Os reservatórios são como grandes caixas, você vai tirando sem repor, vai caindo ainda mais os níveis”, concluiu.

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