quinta-feira, 26 de março de 2020

Emprego de R$ 2,3 mil para secretária, mas contratante pergunta: “Você ficaria comigo pela vaga?”




A estudante universitária de 20 anos, moradora de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) ficou muito interessada ao ver num grupo de empregos do Facebook o seguinte anúncio:

A estudante, que prefere não ter o nome divulgado, disse que enviou a mensagem para o suposto contratante de um escritório de Arquitetura no bairro Batel, em Curitiba. No começo, ela conta que o suposto contratante deixou claro que era fundamental ter boa aparência.

“Não acreditei naquela conversa. Perguntei se a vaga era de verdade e ele me mostrou um print do celular dele em que aparecia 800 mensagens que tinha recebido de mulheres em busca da vaga e disse que só me diria o endereço do escritório se eu realmente demonstrasse interesse pelo emprego. Foi então que o bloqueei no whats”.

A estudante disse que tentou fazer Boletim de Ocorrência pela internet, já que a orientação é não ir até as delegacia por causa da pandemia, mas não encontrou nenhuma opção que se enquadrasse no caso dela.

A Banda B procurou a Polícia Civil que informou que, em casos mais complexos, a pessoa deve ir pessoalmente até uma delegacia para que uma investigação seja aberta. Importante que a vítima ligue no Distrito Policial antes para saber o melhor horário. Entre outros crimes, o suposto contratante pode ser acusado de assédio sexual.

“Fico imaginando quantas mulheres desesperadas por emprego estão caindo nesta conversa dele. Por isso vou à polícia denunciar para que ele não engane ninguém”, completou a jovem.

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