quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Em Pinhão, estudantes e administração discutem gratuidade do transporte universitário

Estudantes de Pinhão estão se mobilizando para discutir com a administração municipal a manutenção do transporte universitário gratuito responsável por levar alunos de graduação e cursistas para aulas em Guarapuava. Isso porque, de acordo com a secretária de Educação e Cultura, Maria Aparecida de Oliveira Santos, o município não possui mais condições financeiras de manter o serviço.

Nesta quarta feira (9), às 19h, os 14 alunos da cidade que compõem a comissão de estudantes se reunirão com o prefeito em exercício, Beraldo Amaral. Eles solicitarão à administração que o serviço gratuito seja mantido, minimamente, até abril, para que os alunos possam se organizar financeiramente. Segundo a secretária, o pedido é inviável, tendo em vista as condições em que alguns veículos se encontram.

“Nós fazemos, atualmente, 13 linhas de transporte. Mas não podemos continuar com essa oferta já que alguns desses veículos estão em condições precárias e sua manutenção não é mais viável. Hoje, nossa proposta é ofertar cinco ônibus da prefeitura, que estão em boas condições de circulação e poderão realizar o transporte de sete linhas. Para os demais, nossa sugestão é que seja contratada uma empresa pela Associação dos Estudantes e seu custo, dividido entre os alunos usuários”, declarou.

Ainda de acordo com Maria Aparecida, o valor a ser pago pelos estudantes referente aos sete ônibus contratados seria, em média, de R$ 80. Em Pinhão, desde 2005, os usuários tem acesso ao transporte de modo gratuito. Mas, fatores atuais como aumento do preço do combustível e gastos frequentes com manutenção dos veículos, aumentaram os gastos públicos.

“Em 2017, nós gastamos cerca de R$ 1,2 milhão com o transporte universitário. Já no ano passado, tivemos um acréscimo com gastos totais de R$ 1,5 milhão. Não temos orçamento para manutenção destes veículos que estão com os motores comprometidos, por exemplo. Por isso, não é possível manter essa oferta. Estamos buscando alternativas”.

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