quinta-feira, maio 28, 2026

Maio se encerra com Lua Azul e microlua no mesmo dia


O mês de maio de 2026 chegará ao fim em grande estilo para os observadores do céu. No dia 31, ocorre a chamada Lua Azul, nome dado à segunda Lua Cheia registrada no mesmo mês. Não há, no entanto, nenhuma mudança na cor. Na mesma data, o satélite natural da Terra estará no ponto mais distante da Terra: isso faz com que a Lua apareça no céu um pouco menor e com menos brilho, sendo assim chamada de microlua. E, para completar o espetáculo, a Lua surgirá próxima da estrela Antares.

Como dito acima, além de ser a segunda cheia do mês, a Lua de 31 de maio será uma microlua. Como a órbita lunar em torno da Terra é uma elipse, a distância entre os dois corpos varia periodicamente. Existem o ponto de máxima aproximação (perigeu) e o de maior afastamento (apogeu). Desta forma, quando a fase cheia coincide com o apogeu, temos a chamada microlua cheia. Se ocorre no perigeu, é chamada de superlua cheia.

A Lua Cheia de 31 de maio ganhará um toque especial com a proximidade aparente de Antares, a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião, com seu brilho avermelhado característico, contrastando com o prateado da Lua.

A janela ideal começa no nascer da Lua no dia 30 de maio. Toda Lua Cheia nasce quando o Sol se põe e fica no céu durante toda a noite, se pondo no dia seguinte na hora que o Sol nasce.O ápice da aproximação entre Lua e Antares ocorrerá junto ao pôr da Lua, já no final da madrugada.

Diferentemente do que o termo Lua Azul sugere, a Lua não ficará com uma tonalidade azulada. O termo Lua Azul foi importado dos Estados Unidos, onde teria surgido em obras literárias britânicas do início do século XIX, que descreviam de forma poética o fenômeno raro de observar a Lua com coloração azulada, devido à presença de partículas de erupções vulcânicas na alta atmosfera. Por razões não muito claras, fazendeiros dos EUA de origem britânica passaram a designar a 13ª Lua Cheia de um ano como Lua Azul. Posteriormente, por erro de interpretação, a famosa revista de Astronomia Sky and Telescope associou, em 1946, o termo Lua Azul à 2ª Lua Cheia de um mês do calendário ocidental (gregoriano). A partir da década de 1980, o termo se popularizou nos EUA e, por influência cultural, no resto do mundo.

A Lua só adquire uma cor azulada real em situações atmosféricas extremas, como após grandes erupções vulcânicas – a exemplo do Krakatoa em 1883 – ou incêndios florestais de grande escala, que lançam partículas na atmosfera capazes de filtrar mais a luz vermelha do que as demais cores. Assim, a Lua pode parecer com uma coloração puxando para tons azuis ou azuis-esverdeados, independente da fase que esteja.