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| Decreto válido por 180 dias proíbe lavar calçadas, carros e encher piscinas. 69% dos pontos de captação operam fora da normalidade. |
Governo do Estado do Paraná declarou Situação de Emergência Hídrica em todo o território paranaense. O decreto, assinado pelo governador do estado Ratinho Jr. e válido por 180 dias, tem como gancho a severa crise hídrica resultante de um déficit acumulado de chuvas, o qual foi agravado no primeiro trimestre de 2026. A situação é influenciada pela fase final do fenômeno La Niña e pela atuação de massas de ar seco. Este decreto autoriza, se necessário, o rodízio de água.
O cenário é preocupante para os reservatórios e pontos de captação que abastecem a população. Segundo os dados que embasam o documento, 69% dos 291 pontos monitorados operam fora da normalidade. Dentre eles, 52,58% encontram-se em situação de “Rio Baixo” e 16,49% em situação de Estiagem.
A crise foi acelerada por uma anomalia térmica com desvios críticos de até 2,8 °C na região Sudoeste, o que elevou drasticamente os processos de evapotranspiração. Para os meses de abril e maio de 2026, a previsão meteorológica indica a continuidade de chuvas abaixo da média e temperaturas acima da média, o que compromete ainda mais a disponibilidade de água bruta para o abastecimento público.
Para mitigar os impactos, o Instituto Água e Terra (IAT) passa a priorizar o uso da água para o consumo humano e para a dessedentação de animais. O órgão também poderá suspender ou restringir outorgas de uso de recursos hídricos para finalidades não essenciais e intensificar a fiscalização nessas bacias hidrográficas.
