segunda-feira, setembro 24, 2018

Após irregularidades, irmão de Requião é condenado a devolver R$ 26 mi para Appa

Eduardo Requião, ex-superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e irmão do senador Roberto Requião, foi condenado a devolver R$ 26 milhões ao órgão. A informação é do jornal Gazeta do Povo.

A decisão é da Vara da Fazenda Pública de Paranaguá, com base na análise do Tribunal de Contas do Paraná. O TCE-PR considerou irregular a prestação de contas de Eduardo referente ao ano de 2004.

O TCE citou diversas irregularidades na gestão de Eduardo Requião à frente da Appa. Entre elas está o pagamento de R$ 53,7 mil a uma empresa de guindastes por serviços não prestados e de R$ 11,2 milhões repassados indevidamente a uma companhia de dragagem em um acordo judicial.

Também foram apontadas: ausência de fiscalização em obras; alterações em contrato sem formalização de aditivos; divergências entre saldos dos extratos bancários ao final de 2004 e os apresentados em balancete; e não atingimento de metas de obras e investimentos, demonstrando falta de planejamento para execução de projetos e análise de viabilidade.

A defesa de Requião informou que a responsabilidade pelo ressarcimento não é de seu cliente.

“Em relação à ação promovida pela APPA em relação a pessoa de EDUARDO REQUIÃO, há uma evidente cobrança em duplicidade, que será oportunamente demonstrada nos foros adequados.

Afinal, ainda em 2005, a APPA promoveu ação judicial contra a empresa Bandeirantes Dragagem (reconvenção nos autos n.º 0007250-94.2005.8.16.0129 – Vara da Fazenda Pública de Paranaguá) em que cobra esses mesmos valores ora exigidos do ex-superintendente.

Vale lembrar que o TCE (Acórdão n.º 4030/17) expressamente consignou que EDUARDO REQUIÃO tem assegurado “o direito à dedução dos valores que a empresa Bandeirantes Dragagens e Construções Ltda. vier a ressarcir à APPA, em decorrência do inadimplemento desse mesmo contrato”.

Ou seja, antes do julgamento da referida demanda, é totalmente prematura qualquer cobrança em face do antigo gestor.”