O superintendente do INCRA no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, esteve nesta no Assentamento Nova Geração, em Guarapuava, acompanhando de perto a situação das famílias atingidas pelo tornado que devastou a região na última sexta-feira.
Durante uma reunião com moradores e representantes do poder público, o superintendente fez uma avaliação dura da realidade local, destacando o sofrimento das famílias que perderam casas, plantações e até entes queridos.
Segundo ele, “a situação é difícil, mas o importante é que o governo está presente e mobilizado para ajudar nesse momento de reconstrução”.
Nilton Bezerra informou que o governo federal, por meio do INCRA, já iniciou a adoção de medidas práticas de apoio. A partir desta quinta-feira (13), equipes de engenharia começam o levantamento técnico e o diagnóstico das moradias destruídas, com o objetivo de viabilizar o crédito de recuperação, que pode chegar a R$ 25 mil por família. Em casos de perda total, será possível acessar o crédito para reconstrução, de até R$ 75 mil.
Além do apoio habitacional, o INCRA pretende atuar em parceria com o Banco do Brasil e outras instituições financeiras para garantir crédito e seguros agrícolas aos produtores que tiveram perdas na produção. O superintendente destacou ainda a mobilização de diversos ministérios, como o Desenvolvimento Agrário e o Desenvolvimento Social, no atendimento às famílias.
Outro ponto abordado foi a regularização fundiária do assentamento, uma demanda antiga das famílias. Nilton Bezerra afirmou que o processo será analisado caso a caso, com o objetivo de acelerar a emissão dos contratos de concessão de uso, permitindo que os assentados tenham acesso a programas e créditos oficiais.
“Agora é hora de união. O mínimo que podemos fazer é estar junto dessas famílias, reconstruindo suas casas e suas vidas”, afirmou o superintendente, emocionado ao relatar o impacto da destruição vista no local.
Comunidade acredita em avanços
O líder comunitário Nelson Santos, do Assentamento Nova Geração, disse à Rádio Cultura que a presença do superintendente do INCRA no assentamento possa avançar demandas antigas e as necessidades atuais.
“Depois de tudo o que ele viu aqui, acreditamos que as coisas vão andar mais rápido. As famílias precisam de apoio urgente, e o INCRA conhece bem a nossa realidade”, destacou.
Reaproveitamento da madeira derrubada
Além das moradias destruídas, o tornado também arrasou grande parte da mata nativa e dos reflorestamentos, mudando completamente a paisagem da região.
O secretário de Agricultura de Guarapuava, Celso D’Oliveira, informou que está sendo feito um esforço conjunto com os órgãos ambientais para que a madeira derrubada possa ser reaproveitada dentro do próprio assentamento, evitando desperdício e contribuindo para a reconstrução das moradias.
O secretário destacou ainda que as equipes da pasta têm atuado em diversas frentes, tanto no apoio aos agricultores quanto na busca por soluções técnicas e legais para o reaproveitamento dos materiais.
