As rescisões de aproximadamente 270 profissionais da enfermagem começaram a ser efetivadas nesta quinta (28) no Hospital Regional do Centro-Oeste, em Guarapuava. O desligamento em massa ocorre em meio ao impasse entre trabalhadores e a CIS, empresa terceirizada, responsável pela gestão dos serviços na unidade.
Os profissionais atingidos são técnicos de enfermagem e enfermeiros que atuavam diretamente no atendimento hospitalar. De acordo com o Sindicato que representa a categoria, a crise começou com a falta do pagamento do piso nacional da categoria.
Conforme a entidade, a empresa garantiu que em 90 dias a partir da contratação, pagaria o valor retroativo. Compromisso que, conforme o Sindicato, não ocorreu provocando a mobilização dos profissionais.
Após reivindicações e contrapropostas por parte da empresa, a categoria rejeitou em assembleias. De acordo com os profissionais, a proposta apresentada não contemplava a incorporação plena do piso aos contratos de trabalho. O que, na avaliação da categoria, impacta diretamente direitos trabalhistas como férias, 13º salário e FGTS.
Além disso, há relatos de defasagem entre os valores atualmente pagos e o piso nacional estabelecido em lei. O Hospital Regional do Centro-Oeste é referência para atendimentos de média e alta complexidade em mais de 20 municípios da Região. Uma situação que amplia a preocupação sobre os impactos da redução imediata do quadro de enfermagem no funcionamento da unidade.
SESA SE MANIFESTA EM NOTA
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) o Hospital Regional, confirma a terceirização administrativa, por meio de licitação. Reforça ainda que o cumprimento do piso da enfermagem deve seguir a legislação vigente e que já houve cobrança formal da empresa.
O órgão assegura que os atendimentos no hospital seguem normalmente. Em nota enviada a Imprensa diz ainda que acompanha o caso por meio da Funeas, podendo adotar medidas e sanções em caso de descumprimento contratual ou falhas na assistência.
