domingo, agosto 12, 2018

Ex-deputado estadual recorre de condenação para indenizar administrador que foi funcionário da Assembleia sem saber

Sidnei Dacome afirma que foi funcionário comissionado da Alep, em Curitiba, sem saber 
   O ex-deputado estadual Basílio Zanusso entrou com recurso contra a condenação na 1ª instância para indenizar o administrador de empresas Sidnei Dacome, que afirma ter sido funcionário fantasma da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) sem saber.

Dacome conta que fez a descoberta em 2014, durante uma pesquisa na internet. Ao digitar o próprio nome em um site de busca, ele diz que encontrou o Diário Oficial da Assembleia Legislativa números 170 e 171, de 28 de novembro de 2000.

No documento, consta a exoneração dele de um cargo em comissão, do gabinete do então deputado Basílio Zanusso.

Sidnei diz que esteve no gabinete de Zanusso para conversar com o irmão do ex-deputado, de quem era amigo. Mas garante que nunca se falou de emprego.

Para buscar mais informações, Sidnei foi até o prédio da Alep, em Curitiba, no início de 2015, e pediu documentos relativos à contratação e aos pagamentos de salário dele. Dias depois, recebeu a ficha funcional e as fichas financeiras do cargo comissionado, que afirma nem saber que existia.

Pela certidão assinada pelo diretor de pessoal, Sidnei foi nomeado em 1º de junho de 1998 para a função de assessor parlamentar.

Na ficha financeira, aparecem o nome de Sidnei e números do RG e CPF dele, mas não há nenhuma assinatura.

O salário na época era de R$ 550, pagos em uma conta do extinto banco Banestado, que estava em nome do então deputado Basílio Zanusso, como mostram extratos obtidos pelo administrador. Sidnei nunca foi correntista do banco.

“Meu cliente, querendo ou não, estava envolvendo no meio disse, sem saber. Então, o que ele busca hoje é esse ressarcimento, essa indenização”, pontua o advogado de Sindeu, João Bruno Bueno.