quinta-feira, março 15, 2018

Parte de dinheiro desviado da UTFPR era investido em imóveis, segundo a PF

Devanil Antônio Francisco é considerado o chefe do esquema investigado pela Operação 14 Bis, que apura desvio de R$ 5,7 milhões do campus de Cornélio Procópio.
Parte do dinheiro desviado do campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em Cornélio Procópio, no norte do estado, era investido em imóveis, segundo a Polícia Federal (PF).

Devanil Antonio Francisco é considerado o chefe do esquema investigado pela Operação 14 Bis, deflagrada na segunda-feira (12), e que apura desvio de R$ 5,7 milhões da instituição de ensino, entre 2008 e 2015. Ele foi um dos 20 presos na ação.

14 Bis é o nome da empresa criada por Devanil para gerenciar imóveis, conforme a PF.

Segundo a investigação, o ex-diretor é o dono de 32 quitinetes em um condomínio que fica a quatro quadras da universidade

Em outro prédio, que fica a duas quadras da UTFPR, ele é dono de 27 quitinetes, algumas com sacada, ainda conforme a polícia. De acordo com a PF, os imóveis estão alugados, principalmente para estudantes.

Na lista de bens do ex-diretor também está um terreno de 1,6 mil metros quadrados, onde está sendo construído um prédio de 16 andares. Em maio de 2017, um apartamento no edifício era vendido por R$ 600 mil.

Para a Receita Federal, o patrimônio do ex-diretor é incompatível com o salário que recebia na universidade.

“Com os documentos em mãos, nós vamos fazer um trabalho de fiscalização mais detalhada para poder tentar recuperar parte daquilo que foi desviado da União”, detalhou o delegado da Receita Federal Luis Fernando Da Silva Costa.

Já o delegado da PF Nilson Antunes afirma que Justiça decretou o sequestro de todos os bens e imóveis e também das contas dos principais investigados na operação.

O outro lado

A defesa de Devanil Antônio Francisco informou que a empresa 14 Bis é uma administradora de bens familiares.

Disse também que toda receita para a construção dos imóveis está declarada em imposto de renda, que comprova a licitude da natureza dos recursos.

Por fim, o advogado informou que, durante a instrução processual, será devidamente comprovada a inocência do ex-diretor.