Em 2016, ocorreram e foram registrados 2.793.935 nascimentos no Brasil, o que indica uma queda (-5,1%) na comparação com 2015, quando tinham sido registrados 2.945.344 nascimentos.
Foi a primeira queda desse número desde 2010, incluindo o total e as Grandes Regiões. Entre as unidades da Federação, apenas Roraima teve um pequeno contingente positivo. O Paraná também registrou queda de nascimentos. Emn 2015, foram registrados 161.954 nascimentos, enquanto no ano passado foram 155.517, uma queda de 3,97%.
Os dados foram divulgados nesta terça (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nas estatística do Registro Civil. O Paraná também registrou queda de casamentos: foram 65.264 em 2015 contra 61.868 em 2016, uma queda de 5,20% - índice maior que o nacional (veja abaixo).
Foram registrados 1.095.535 casamentos civis em 2016 em todo o país, sendo 5.354 entre pessoas do mesmo sexo. Houve queda (-3,7%) em relação a 2015. A redução foi observada tanto nos casamentos entre cônjuges de sexos diferentes quanto para os cônjuges do mesmo sexo, com exceção das Regiões Sudeste e Centro-Oeste que apresentaram aumento nos casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo.
Foram concedidos 344.526 divórcios em 1ª instância ou por escrituras extrajudiciais em 2016, um aumento de 4,7% em relação a 2015, quando foram concedidos 328.960 divórcios.
O volume de óbitos registrados no Brasil entre 2006 e 2016 aumentou em 24,7%, com redução expressiva da mortalidade até os 14 anos de idade e aumento nas idades mais avançadas, em especial acima dos 50 anos, um reflexo do envelhecimento populacional. Em 2016, considerando apenas os óbitos por causas externas, um homem de 20 anos tinha onze vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher.
Casamentos têm redução de 3,7% de 2015 para 2016
Foram registrados 1.095.535 casamentos civis em 2016 em todo o país, sendo 5.354 entre pessoas do mesmo sexo. Houve redução de 3,7% no total de casamentos registrados em relação ao ano de 2015. Essa redução foi observada em todas as Grandes Regiões do país, variando de -4,6% no Nordeste a -1,3% no Norte.
Nas uniões civis entre cônjuges solteiros de sexos diferentes, para o Brasil, a diferença das idades médias ao contrair a união entre homens e mulheres era de aproximadamente 2 anos, sendo que os homens se uniram em média aos 30 anos e as mulheres aos 28 anos. Já entre cônjuges do mesmo sexo, a idade média ao contrair a união era de aproximadamente 34 anos, tanto para os homens, quanto para as mulheres.
Óbitos aumentam 24,7% em dez anos, em especial nas faixas etárias mais altas
O volume de óbitos registrados no Brasil nos últimos 10 anos teve um acréscimo de 24,7%, passando de 1.019.393 registros em 2006 para 1.270.898 em 2016, considerando os registros com informações de sexo e idade da pessoa falecida. Enquanto nas idades iniciais os declínios foram significativos, foram observados aumentos importantes para as idades acima de 50 anos, fruto do envelhecimento populacional.
Em 1976, os óbitos menores de 1 ano e de menores de 5 anos representavam 27,8% e 34,7% do total de óbitos, respectivamente. Quarenta anos depois, os avanços conseguidos em termos de diminuição da mortalidade das crianças menores de 5 anos foram significativos e estes percentuais passaram a representar 2,4% e 2,9%, respectivamente.
Por outro lado, o aumento dos óbitos da população com idades acima de 65 anos foi significativo, de 34,7% em 1976 para 58,5% em 2016. Esta tendência de aumento do número de óbitos nestas faixas etárias é explicada pela diminuição generalizada dos níveis de mortalidade nos demais grupos de idade. Pessoas que até então não conseguiam alcançar as idades mais avançadas, em função do alto nível de mortalidade, começaram a envelhecer, fazendo com que o número de óbitos acima de 65 anos aumentasse ao longo deste período
Normalmente, a mortalidade masculina é superior à feminina ao longo de toda a vida, com ênfase entre os jovens e adultos jovens, por conta de causas externas (homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais etc.) que incidem com mais intensidade na população masculina.
Para a população feminina observou-se um declínio do número de óbitos por causas externas, entre 2006 e 2016, até os 29 anos de idade e no grupo de 40 a 44 anos. Para os homens, o declínio do volume de óbitos vai até os 14 anos de idade, aumentando significativamente a partir dos 15 anos até os 39 anos, em função de causas violentas. Os maiores aumentos relativos tanto para homens quanto para as mulheres, considerando as mortes por causas externas, foram observados no grupo de 80 anos ou mais, 42,2% e 62,8% para os homens e mulheres, respectivamente.
No grupo de homens de 15 a 24 anos, algumas Unidades da Federação diminuíram significativamente a quantidade de óbitos por causas externas, como São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pernambuco e Minas Gerais. No outro extremo, há as Unidades da Federação que aumentaram o volume de óbitos entre 2006 e 2016 para este contingente populacional. No caso do estado da Bahia, o incremento foi de 171,3%. Os maiores aumentos pertenceram aos estados das Regiões Norte e Nordeste do País.
