quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Você Sabia - Ponta Grossa tem uma das únicas fabricantes mundiais de máquinas de hóstias

Você sabe como são fabricadas as hóstias, símbolos da Eucaristia e do Corpo de Cristo nas celebrações católicas? Além do modo artesanal, feito individualmente, a produção das partículas (como são chamadas as massinhas em formato circular antes de ser consagradas) também pode ser feita de forma industrializada – e Ponta Grossa possui uma das únicas fabricantes mundiais de máquinas que produzem o item religioso.

A Atto é uma empresa ponta-grossense fundada em 2016 que produz máquinas especiais, feitas de acordo com a necessidade do cliente. A empresa possui três sócios, todos das áreas de mecatrônica, automação e/ou eletromecânica: Bruno Cartelli, Luciano Pacheco Wendler e Theodoro Bahniuk Neto, este último fundador da empresa antecessora da Atto, a Exa Automação Industrial, que começou a fabricar as máquinas de produção de hóstias já em 2009.

“A Exa prestava serviços na indústria elétrica e automação. Fazendo manutenções em mosteiros e conventos percebi que a produção de hóstias era defasada e ao fazer o plano de negócios identifiquei apenas 8 empresas no mundo que faziam essas máquinas, além de uma no Brasil que não atendia a qualidade exigida”, conta Bahniuk Neto.

Ele conta que há vinte modelos diferentes de máquinas, entre as que assam e as que cortam as partículas, seja no formato voltado aos fiéis, menor, seja naquele voltado aos celebrantes, maior e com símbolos personalizados. “Conseguimos a patenta da máquina que corta por rolo, por exemplo, e até onde a gente sabe não ela existe em outro lugar do mundo”, conta o sócio da empresa, que já recebeu ofertas da Alemanha e pretende começar a exportar mas máquinas ponta-grossenses.

De acordo com Theodoro, a Atto já faturou mais de R$ 5 milhões apenas com a venda das máquinas que produzem hóstias. “Nós vendemos tanto para religiosos, que têm produção própria, quanto para fabricadores de hóstias, que produzem as partículas em larga escala”, conta o engenheiro.

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