sábado, agosto 08, 2020

Puxada por gasolina e energia elétrica, inflação tem maior julho em 4 anos

Os preços no Brasil continuaram a subir em julho, registrando inflação de 0,36%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (7).

O índice é o maior para o sétimo mês do ano desde 2006 e foi influenciado pela alta nos preços da gasolina e da energia elétrica, que sofreram reajuste.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado indicador de inflação oficial do país, fechou julho em alta pelo segundo mês consecutivo, após dois meses de deflação em meio à pandemia da Covid-19.

O resultado veio acima das projeções de mercado. Economistas ouvidos pela Bloomberg estimavam inflação de 0,35% para o mês.

No acumulado do ano, o IPCA é de 0,46%, enquanto nos últimos 12 meses chega a 2,31%. Em julho de 2019, a taxa havia sido de 0,19%.

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, seis subiram em julho. Puxado pela alta de 3,42% na gasolina, o segmento de Transportes registrou inflação de 0,78% e influenciou em 0,15 ponto percentual no índice do mês.

Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IBGE, disse que a gasolina está revertendo o movimento que teve nos meses de abril e maio. “Já havia subido em junho e voltou a subir em julho”, apontou o pesquisador.

Em julho, a Petrobras decretou o oitavo aumento seguido na gasolina desde maio, quando a empresa iniciou o ciclo de alta, acompanhando a recuperação das cotações internacionais do preço do petróleo após a reabertura da economia em diversos países.

No início da pandemia, estados e municípios estipularam restrições à circulação de pessoas, com o fechamento de bares, restaurantes e comércio como forma de conter o avanço da doença. Com menos gente nas ruas, o preço da gasolina caiu.