quarta-feira, 3 de julho de 2019

Após reunião com policiais, Governo promete enviar proposta para a data-base nesta quarta

Após o estouro da greve em grande parte das categorias de servidores públicos no Paraná, o governador Ratinho Júnior se reuniu pela primeira vez, nesta terça-feira (2), com diversos sindicatos dos trabalhadores da segurança pública do estado, com o objetivo de encontrar um consenso nas negociações sobre as más condições de trabalho e o reajuste da data-base da classe. O chefe do Executivo paranaense prometeu enviar até a manhã desta quarta-feira (3) uma proposta à Assembleia Legislativa, com cálculos sobre a contratação de novos agentes e o reajuste salarial da categoria.

A medida reforça a fala do líder do governo, Hussein Bakri (PSD), na semana passada, que afirmou que o governo só negociaria com os sindicatos que não entrassem em greve. O deputado afirmou que a Secretaria da Fazenda dará uma resposta em breve aos servidores da segurança, e apresentará uma proposta aos policiais entre o fim da tarde de hoje e o começo da manhã de quarta-feira.

“O Governo assegurou que as categorias que não fizessem greve receberiam uma proposta. Então hoje recebemos representantes da segurança, o governador escutou suas solicitações, que não são apenas sobre a data-base, assim como a contratação de novos agentes, questões estruturantes e o plano de carreira”, afirmou o líder, em entrevista à Banda B após a reunião.
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Bakri reafirmou que a base apresentará uma proposta ‘que agrade aos trabalhadores’, mas não adiantou valores nem descartou o aumento. “Isso é com a Fazenda, eu não tenho os detalhes. O que houve foi o compromisso com a segurança pública. Mas se o projeto vai agradar é outro assunto, mas essa é a posição do governo”, analisou.

Ricardo Miranda, presidente do Sindarspen (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná), contou que aguardará a proposta de Ratinho. “Esperávamos uma posição final, mas o governador nos revelou que está trabalhando com a sua equipe. Vamos aguardar até amanhã, esperando algum número que nos satisfaça”, admitiu.

Já o presidente do Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná), Kamil Salmen, disse que o que mais preocupava a classe era ‘o sumiço’ do governador. “Ele pelo menos nos ouviu, não se escondeu. A partir do momento que você traz os policiais para o debate, sabe da nossa situação, as coisas começam a clarear. O que mais preocupa é que o governador apareça, pois a base da policia está defasada, com a falta de viaturas, sem equipamentos,com funcionários trabalhando 100 horas semanais, quando o certo seria 40 horas. Temos muitas reivindições”, concluiu Salmen.

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